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Bioinformática

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Nos últimos posts nós abordamos um pouco sobre a biologia molecular e as técnicas mais convencionais.

Hoje falaremos sobre um tópico importante que atuamos também, sobre a bioinformática.

Você já ouviu falar sobre bioinformática? Não? Então, vamos lá!!

Assim, o artigo de hoje para nossa discussão sobre o que é bioinformática não pretende estabelecer definições rígidas, mas guias para que vocês entendam o quão importante, complexa e dinâmica é esta jovem ciência, que teve seu marco no ano de 1970 impulsionada pelo crescimento elevado da quantidade de sequências de aminoácidos e a necessidade para mais análises.

O conceito de Bioinformática é definido por uma ramificação da ciência, baseado na experimentação in silico, isto é qualquer análise de dados biológicos utilizando-se métodos computacionais. Desse modo, através da organização e compressão visando agrupamento, interpretação e elucidação desses eventos biológicos. Desde o nível molecular por exemplo o dogma central (DNA, RNA, proteínas) até o dos organismos e sistemas complexos.

No entanto o entendimento usual desta moderna área do conhecimento está na utilização de dados e busca por maiores informações, seja na busca de marcadores moleculares como também para identificar novos fármacos ou até no desenho de vacinas.

Entender estes papéis vem se tornando um importante alvo da bioinformática.

Outra área que os softwares de bioinformática exploram é predizer estruturas tridimensionais.

A exemplo temos as proteínas, sabemos que a sua estrutura 3D, ou seja, a maneira que a proteína se dobra irá conferir e permitir a sua funcionalidade, no entanto, experimentalmente tem-se grandes dificuldade em determinar sua estrutura, inicialmente é necessário fazer a cristalografia com subsequente analise por raio x ou por ressonância magnética nuclear…. devido aos entraves existentes inúmeros desenvolvedores buscam traçar algoritmos capazes de prever essas estruturas in sílico.

Atualmente tem-se algumas metodologias utilizadas para essa predição, mas que veremos em outros artigos!!!

Avanço tecnológico

Através dos computadores tudo se tornou cada vez mais rápido permitindo uma melhor abordagem dos problemas. Através disso, percebemos que o avanço tecnológico em hardware, software no acesso à internet impulsiona a ciência no armazenamento de dados que está em constante atualização se tornando um meio organizado, universal e facilitador na troca de informações dos dados.

Atualmente estes dados são depositados em diversos bancos de dados que seguem uma organização lógica direcionada as estruturas funcionais e interação entre biomoléculas. Onde isso gera um ponto positivo para os pesquisadores, pois podem trabalhar com uma melhor acessibilidade na pesquisa, o que torna a bioinformática uma das áreas de importância para o conhecimento.

De acordo com o marco da bioinformática, pode-se perceber que no processo de análise de dados ofereceu diversas informações como a possibilidade de verificar alinhamento de sequências que hoje não se torna algo cada vez mais distantes. Há exemplo, sobre um determinado genoma, desde suas características estruturais até as análises posteriores que permitem inferir a funcionalidade destes. Diante disso, a bioinformática é indispensável para o avanço da biotecnologia aplicada a diversas áreas.

Ressaltamos também a importância do dogma central no entendimento da informação e função biológica, a exemplo o fato de que ele aborda os três tipos mais comuns de moléculas estudadas por técnicas de bioinformática, o DNA, o RNA e as proteínas, estabelecendo um fluxo de informação universal à vida como conhecemos.

De forma complementar, a informação genética, através das proteínas, acarreta na construção e manutenção de outras biomoléculas para ao desenvolvimento da vida, como a exemplo os carboidratos e lipídios.

Em decorrência do seu tamanho e sua elevada massa molecular, as proteínas, ácidos nucleicos, lipídios agregados em membranas e carboidratos complexos são chamados no nosso organismo de macromoléculas.

Conclusão

Vale ressaltar que como resultado destes avanços, a Bioinformática auxilia desde já os biologistas moleculares e pesquisadores, na acessível coleta de dados a partir das ferramentas da biologia computacional.

Aqui nesse post buscamos por frisar por poucos detalhes, pois é uma área diversificada com processos complexos que realmente não estão presentes aqui, e por isso optamos em tornar a interpretação compreensível e dinâmica.

Espero que vocês tenham gostado e curtido de aprender um pouquinho sobre a bioinformática, e que a cada semana mais vocês se encantem com nossas postagens, finalizando assim, a compreensão da relação entre informação genética e computacional, para que seja cada vez mais possível decifrar o nosso código genético e compreender, diagnosticar e tratar doenças.

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Referências

MARTURANO, Antonio. Bioinformatics and ethics. 2009.

Marturano, A. (2012). Bioinformática e Ética. Encyclopedia of Applied Ethics, 278-285. doi: 10.1016 / b978-0-12-373932-2.00023-5  sci-hub.se/10.1016/b978-0-12-373932-2.00023-5

Oliva, G. (2008). Bioinformática: perspectivas na medicina. Gazeta Médica da Bahia, 78(1).     

Verli, H. (2014). Bioinformática: da biologia à flexibilidade molecular.

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