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Vacinas para COVID-19

Olá Galera, tudo bem com vocês??

Hoje vamos ver um pouquinho sobre as vacinas para COVID-19 e conhecer as principais que já estão sendo utilizadas nas mais diversas campanhas de vacinação no mundo inteiro.

Vamos lá?

Todo mundo sabe que o inicio da pandemia foi lá em dezembro de 2019, no entanto, na história da ciência nunca se correu tanto para que o desenvolvimento de uma vacina acontecesse.

Em setembro de 2020 já se tinha um número impressionante de vacinas (mais de 200) em fase pré-clínico, e dessas, 43 haviam entrado em ensaios clínicos.

Hoje tem 312 vacinas em etapa pré-clinica e 86 em fase clínica.

Abaixo nós temos uma tabela e gráfico contendo a tecnologia utilizada para vacina e as empresas que estão a desenvolvendo.

Vamos conhecer um pouco sobre as 13 vacinas em uso pelo mundo?

Venha conosco…

Vetor não replicante

  1. AD5-nCOV – Cansino Biologics

A tecnologia dessa vacina chinesa é a utilização de um adenovírus humano como carreador. Os pesquisadores utilizam o adenovírus AD5 com defeitos de replicação que expressa a proteína S do SARS-CoV-2. Apresentou eficácia de 65,7% na prevenção de casos moderados de COVID-19 e 90,98% de eficácia na prevenção de casos graves, chegando a 100% em ensaio clinico no Paquistão. Essa eficácia foi verificada em apenas uma única dose. No entanto, análises em relação a reforços estão em desenvolvimento e os pesquisadores irão utilizar no dia 0 da imunização o AD5-nCOV e no reforço (que segundo a fase IV pode ser no dia 28 ou 56) eles administram apenas a proteína S do SARS-CoV-2 recombinante.

 Países com aprovação da vacina: China, México, Paquistão, Hungria  e Chile.

  • AD26.COV.S – Johnson & Johnson

Assim como a vacina acima a tecnologia dessa vacina também é a utilização de uma adenovírus humano, nesse caso o AD26 incompetente no processo de replicação que expressa a proteína S do SARS-CoV-2. No entanto, a proteína S expressa é uma que apresenta duas mutações em que os aminoácidos regulares são substituídos com prolinas, a qual foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas da Universidade do Texas. Essa vacina também é administrada em dose única apresentando eficiência após 28 dias da vacinação de 66% para COVID-19 sintomático, de 85% na prevenção de COVID-19 grave, e de 100% de eficácia na prevenção de hospitalização ou morte causada pela doença.

A vacina recebeu uma Autorização de Uso de Emergência pela Food and Drug Administration e uma autorização condicional de comercialização da European Medicines Agency (EMA).

Abaixo os países com o uso dessa vacina:

  • AZD1222- Oxford-Astrazeneca

Semelhante as duas vacinas descritas acima a tecnologia utilizada pela AZD1222 utiliza adenovírus de chimpanzé modificado o ChAdOx1 contendo a sequência codificadora otimizada da proteína spike SARS-CoV-2 junto com uma sequência líder do ativador do plasminogênio tecidual (tPA). Essa vacina é aplicada em duas doses, onde a segunda dose pode ter um intervalo de 12 semanas ou mais. A eficácia da vacina é de 76,0% na prevenção de COVID-19 sintomática a partir de 22 dias após a primeira dose e 81,3% após a segunda dose.

Abaixo os países com o uso dessa vacina:

  • Gam-COVID-Vac – Sputinik V

Diferente das anteriores a Gam-COVID-Vac utiliza dois vetores virais diferentes. A tecnologia utiliza dois adenovírus humanos o 26 e o 5 expressando a proteína S do SARS-CoV-2. A vacina também é administrada em duas doses, onde a primeira contém o AD26 e a segunda 21 dias após o AD5. A vacina apresentou 90% contra a prevenção da COVID-19 sintomática e 100% para os casos graves da doença.

Abaixo os países com o uso dessa vacina:

mRNA

  1. BNT162b2 – BioNTech – Pfizer

É composto por mRNA modificado com nucleosídeo (modRNA) que codifica uma forma mutada da proteína spike do SARS-CoV-2, que é encapsulada em nanopartículas lipídicas. A vacinação requer duas doses administradas com três semanas de intervalo. A vacina mostrou uma eficácia potencial de 91,3% na prevenção da infecção dentro de sete dias de uma segunda dose.

Ensaios em grupos abaixo de 18 anos foram realizados e as empresas relataram que vacina é 100% eficaz para pessoas com idade entre 12 e 15 anos, com ensaios para os mais jovens ainda em andamento.

Tecnologia – A sequência de modRNA da vacina tem 4.284 nucleotídeos de comprimento, contendo:

  • uma região não traduzida derivada da sequência da alfa globina humana;
  • um peptídeo sinal, duas substituições de prolina que fazem com que a proteína spike adote uma conformação estável reduzindo a capacidade de fusão com a membrana, aumentando a expressão e estimulando anticorpos neutralizantes;
  • um gene com códon otimizado da proteína spike de comprimento total seguido por três regiões não traduzidas principais combinadas garantir um aumento da expressão da proteína, assim como para fornecer estabilidade de mRNA;
  • uma cauda poli (A);

A composição vacinal ainda contém nanopartículas lipídicas PEGuiladas.

Abaixo os países com o uso dessa vacina:

  • mRNA-1273 – Moderna

Essa vacina possui tecnologia semelhante a tecnologia da BNT162b2. Molécula de mRNA modificado com nucleosídeo (modRNA) que codifica uma forma mutada da proteína spike do SARS-CoV-2, que é encapsulada em nanopartículas lipídicas. Apresentou alta eficácia, a qual é alcançada com a imunização completa, duas semanas após a segunda dose, apresentando 94,1% de eficiência.

A composição vacinal ainda contém nanopartículas lipídicas PEGuiladas, no entanto, os lipídios que formam as nanopartículas são diferentes.

Abaixo os países com o uso dessa vacina:

Inativadas

Coronavac- Sinovac Biotech

A vacina utiliza uma versão quimicamente inativada do SARS-CoV-2, o tipo de coronavírus que causa COVID-19. Para o desenvolvimento dessa vacina os pesquisadores obtiveram linhagens do vírus de pacientes graves em UTI, destas selecionaram a linhagem 2 a qual foi inativada com beta-propionolactona. Após o vírus inativado o mesmo é adsorvido em hidróxido de alumínio usado como adjuvante vacinal. No Brasil a vacina é desenvolvida e distribuída pelo Instituto Butantan e apresenta eficácia de 100% para casos graves e moderados e 77,96% para casos leves sintomáticos da doença, após as duas doses com intervalo de 28 dias.

A CoronaVac foi aprovada para uso emergencial na China, Indonésia, Turquia, Bolívia e Brasil.

Tanto a BBIBP-Corv da Sinopharm (eficácia de 79%), WIBP-CorV também da Sinopharm (eficácia de 72,51%), quanto a BBV152 (Covaxin) da Bharat Biotech (eficácia provisória declarada para o estudo de fase III é de 81%) possuem a mesma tecnologia no desenvolvimento da vacina.

A Sinopharm ainda está testando a união das suas duas vacinas a WIBP/BBIBP para verificar a melhoria da eficácia.

Agora vamos ver os países que utilizam essas tecnologias:

Proteína

ZF2001 -RBD-Dímer – Anhui Zhifei Longcom Biofarmacêutica e Academia Chinesa de Ciências

A tecnologia utilizada por essa vacina é a obtenção de uma proteína recombinante, também assim como as outras, utilizando a proteína S do SARS-CoV-2. No entanto, devido à baixa imunogenicidade da proteína S recombinante em sua forma monomérica os pesquisadores desenvolveram um dímero RBD e associou-o com adjuvante vacinal (Hidróxido de alumínio). Essa vacina é administrada em 3 doses por um período de 2 meses.

O ZF2001 foi aprovado para uso no Uzbequistão e posteriormente na China. Os resultados da Fase II publicados no The Lancet sobre a administração de três doses mostraram taxas de soroconversão de anticorpos neutralizantes entre 92% e 97%.

Outros dois estudos com o uso dessa tecnologia contra COVID-19 foram publicados: NVX-CoV2373 (Novavax) e SCB-2019 (Clover). Ambas vacinas usam a proteína S do SARS-CoV-2 de comprimento total como o antígeno e são formuladas com adjuvantes (Matrix-M1 para NVX-CoV2373; AS03 e CpG/Alumínio para SCB2019). 

Essas são as vacinas em uso e diversas outras ainda irão surgir a medida que as etapas dos ensaios clínicos forem avançando.

Conclusão

Hoje aprendemos um pouco das vacinas que estão sendo desenvolvidas e as que já estão em uso em todo mundo. É possível verificar que se tem inúmeras tecnologias sendo testadas e isso nos deixa esperançosos em saber que temos aí diversas opções mesmo diante do cenário atual o qual surgem diversas variantes.

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Este post tem 4 comentários

  1. Denílson

    Eu amei o conteúdo! UTILIDADE PÚBLICA

  2. Denílson

    eu voltando para ler sobre as vacinas depois de tomar a minha Kakaakakakaka

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